“И жизнь хороша и жить хорошо,,
- "Tanto a vida é boa quanto viver é bom."Os líderes da Mesquita alertaram para a possibilidade de ataques suicidas se as forças de segurança invadirem o complexo. Segundo a BBC, o ministro do Interior, Aftab Sherpao, disse que de 300 a 400 pessoas permanecem no templo.
Existe no templo, além dos estudantes, um número ainda desconhecido de meninas que não puderam ser retiradas por seus pais. A permanência das crianças no local eleva o risco de que elas possam ser usadas como escudo humano.
Caminhões levam soldados paquistaneses pelas ruas desertas de Islamabad e a vizinhança assustada com os últimos incidentes na cidade foi alertada para permanecer dentro de suas casas.
A mesquita, localizada em pleno centro da cidade, está cercada por 1.500 membros das forças de segurança há uma semana e sob ameaça de ser invadida caso os extremistas armados em seu interior não se rendam.
O fornecimento de água e a luz do local foi cortado e representantes dos radicais exigiram que o governo garantisse que não seriam tomadas medidas legais contra os estudantes que depusessem as armas. No interior do templo, centenas de estudantes resistem, liderados pelo irmão de Aziz, Abul Rasheed Ghazi.
Nesta quinta-feira, foram registrados intensos tiroteios e explosões na região, que também foi sobrevoada por helicópteros de combate, de acordo com uma testemunha.
A vida em Islamabad foi praticamente suspensa devido à crise em torno da mesquita, localizada em um movimentado bairro comercial próximo às embaixadas e que abriga os prédios do governo. Três cordões de segurança isolam o templo, o primeiro de forças paramilitares, outro de policiais de Islamabad e um terceiro de soldados.
Um dos clérigos mais importantes da Mesquita Vermelha pediu nesta quinta-feira que os estudantes que estão no local se rendam ou fujam. Abdul Aziz foi capturado na quarta-feira quando tentava fugir do local disfarçado com uma burca, uma vestimenta adotada pelas mulheres muçulmanas que oculta o rosto e a cabeça.
Desafio extremista
O cerco ao templo começou na terça-feira, quando pelo menos dez pessoas morreram nos confrontos entre os estudantes e as forças de segurança. Outras seis pessoas teriam morrido desde então.
Nos últimos meses, os estudantes vêm desafiando abertamente as autoridades paquistanesas, fazendo uma campanha em favor da adoção da sharia (lei islâmica), e o governo vinha sendo criticado por não reprimir os militantes.
Eles são acusados de cometer crimes como a ocupação de prédios públicos e o seqüestro de policiais e de pessoas que os líderes da mesquita dizem que estão envolvidas em atividades imorais, como prostitutas.
Aziz, líder dos radicais da Mesquita Vermelha de Islamabad, compareceu nesta quinta-feira a um tribunal antiterrorista em Islamabad e ficará sob guarda policial durante sete dias, disse uma fonte oficial. Ele foi acusado até agora do seqüestro de vários cidadãos chineses e policiais paquistaneses que ficaram detidos durante dias pelos radicais de sua mesquita.
Fontes oficiais citadas pela imprensa paquistanesa disseram que as autoridades ainda confiam em uma solução pacífica para a crise e que mantém uma comunicação telefônica aberta entre Ghazi e o presidente da governista Liga Muçulmana, Chaudhry Shujaat Hussain.
Fonte:http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2007/jul/05/187.htm?RSS
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