“И жизнь хороша и жить хорошо,,
- "Tanto a vida é boa quanto viver é bom."O Brasil, assim como a Argentina, defende que o corte máximo deva ser de 50% nas tarifas. Para o grupo formado por México, Chile, Costa Rica, Peru e Colômbia, a taxa de cortes poderia ser de até 60%.
Na semana passada, Brasil, Índia, Estados Unidos e Europa (grupo conhecido como o G-4) fracassaram na tentativa de chegar a um acordo na OMC durante uma conferência em Potsdam, na Alemanha. O motivo, segundo Bruxelas, foi a recusa do Brasil em aceitar cortes mais profundos em suas tarifas de importação de bens industriais. O chanceler Celso Amorim, porém, argumentou que a recusa teria ocorrido diante da proposta de abertura dos mercados agrícolas, considerada como insuficiente.
Durante a reunião, Brasil e Índia representavam supostamente os interesses dos países em desenvolvimento e, em nome disso, é que teriam rejeitado a exigência dos países ricos em tarifas. A iniciativa foi aplaudida por países como a Venezuela, Cuba e África do Sul.
Mas nem todos os governos de economias em desenvolvimento apreciaram a iniciativa e agora lançam sua própria estratégia. Nesta segunda-feira, 25, em Genebra um grupo de nove países apresentou o que acreditam que deva ser "um meio termo" na liberalização dos mercados mundiais.
Além dos latinos, o grupo conta com o apoio da Tailândia, Cingapura e Hong Kong. Na semana passada, o governo americano já havia convocado parte desses países para uma reunião, com o objetivo de fortalecer suas posições nas negociações e, assim, tentar reduzir a influência brasileira.
O que ainda surpreendeu a muitos é que parte desses países são filiados ao G-20, grupo liderado pelo Brasil nas negociações agrícolas. Tailândia e México estão entre os países que assinaram a proposta e que também fazem parte do G-20. Para diplomatas em Genebra, a atitude mostra que "o Itamaraty não estará sempre no centro das atenções e nem sempre será o fator de convergência".
Além de propor cortes de até 60% nas tarifas, o novo grupo pede que os países ricos estabeleçam cortes acima de 75% em suas próprias tarifas de importação. "Chegou o momento de todos mostrarem a flexibilidade necessária para concluir as negociações no mais tardar até o início de 2008", afirma a proposta, submetida nesta segunda à OMC.
"O tempo está acabando, por isso precisamos encorajar nossos membros a mostrar flexibilidade nos próximos dias", conclui o documento, que ainda sugere um equilíbrio entre o que será oferecido em produtos industriais e o que países emergentes ganharão no setor agrícola.
O presidente das negociações agrícolas da OMC, Crawford Falconer, promete apresentar sua proposta final na próxima semana e garante que levará em consideração todos os pontos de vista.
Fonte:http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/jun/25/216.htm?RSS
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