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Em dezembro do ano passado, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo, Sheryl acreditava ainda ser possível os EUA evitarem a recessão. "Mas o Fed foi bem lento em sua ação. Ele não reduziu os juros rápido como poderia ter feito", disse. A demora do Fed em agir e também do governo, na adoção do pacote de estímulo fiscal, foram importantes ingredientes para que a recessão se confirmasse num quadro onde também estavam presentes dólar fraco e petróleo em escalada.
De acordo com as projeções de Sheryl, ao que parece há pouco a ser feito nos EUA, uma vez que a recessão está instalada, mas talvez seja necessário mais estímulo para que a economia volte aos trilhos. "É bem possível que o Fed volte a cortar os juros em mais 0,50 ponto porcentual (para 1,5%) no 1º trimestre de 2009", disse.
Sheryl prevê que a economia americana irá crescer 1,7% este ano, com a possibilidade de um trimestre negativo, e 1,3% em 2009. Diante desse cenário, Sheryl não vê mais a inflação como um grande problema para o Fed.
A economista explicou que há seis semanas, quando o petróleo estava ao redor de US$ 150, essa questão tinha mais peso, mas que agora está mais claro que se a economia está em desaceleração nos EUA e no mundo, a inflação deve ceder. O petróleo, segundo ela, não deve voltar tão cedo a subir na direção de US$ 150 e, diante de uma economia global em desaceleração, é mais seguro imaginá-lo perto de US$ 100 o barril.
"Certamente está diminuindo a percepção no mercado de que a economia global vai bem e poderia ajudar a dar suporte aos preços de commodities mesmo com desaceleração nos Estados Unidos. O que estamos vendo é reversão para preços de commodities mais voltados aos fundamentos, o que significa preços mais baixos", disse. Segundo ela, diante dessa percepção o dólar tende a ficar mais forte daqui para frente, mas evitou fazer projeções.
Fonte:http://www.estadao.com.br/economia/not_eco236952,0.htm
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