“И жизнь хороша и жить хорошо,,
- "Tanto a vida é boa quanto viver é bom."
O velório está marcado para este sábado, a partir das 10h, no Cemitério São João Batista. O corpo será cremado à tarde no cemitério no Caju. Em seus 54 anos de carreira, criou mais de cem programas de televisão. Fernando Barbosa Lima era filho de Barbosa Lima Sobrinho, o Barbosão, jornalista e político que viveu e participou dos principais fatos da história brasileira no século 20.
A saga do pai, reunida em mais de 30 horas de programas de televisão - entre entrevistas, depoimentos e participações -, virou DVD pelas mãos do filho.
Fernando dirigiu as TVs Excelsior, Manchete e Bandeirantes. Presidiu, por duas vezes, a TVE do Rio. Ganhou dezenas de prêmios com criações como o Jornal da Vanguarda (Excelsior), que contava com nomes como Millôr Fernandes, Borjalo e José Lewgoy. Assinou formatos importantes como Cara a Cara (Bandeirantes), Sem Censura e Abertura (Tupi), programa revolucionário da década de 70, que trazia posturas visionárias de artistas como Glauber Rocha e Ziraldo.
Ele era presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Teve sua primeira chance na TV com pouco mais de 20 anos, quando se tornou diretor do programa Preto no Branco (TV Rio), criação sua que trazia Oswaldo Sargentelli entrevistando grandes personalidades.
O diferencial: o entrevistado ficava em pé em um cenário vazio e o entrevistador fazia as perguntas somente via áudio, com sua voz grave. Inusitado para uma época em que a TV trabalhava com formatos engessados. Entre outras criações, destacam-se o Canal Livre, na Bandeirantes, e o Conexão Internacional, com Roberto dâÁvila.
Fonte:http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art237225,0.htm
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