“И жизнь хороша и жить хорошо,,
- "Tanto a vida é boa quanto viver é bom."
Foto: Tiago Queiroz/AE
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Bienal sofre ataque de 40 pichadores no dia da abertura
No domingo, dia de abertura da 28.ª Bienal de São Paulo - Em Vivo Contato para o público, grupo formado por cerca de 40 pichadores entrou no pavilhão e por volta das 19h35 começou a pichar grande área do segundo andar do prédio. Seguranças entraram em choque corpo-a-corpo com os pichadores e o resultado foi grande tumulto no prédio. Um vidro no primeiro andar foi quebrado durante a fuga dos pichadores, que conseguiram escapar, exceto uma jovem identificada como Carol, de 23 anos. Detida pelos seguranças do evento e presa pela Polícia Militar, que chegou ao prédio apenas depois das 20 horas, ela foi levada para o 36º DP, na Rua Tutóia. Enquanto a PM não chegava, o prédio foi fechado: ninguém podia entrar ou sair. Houve tumulto e mais uma pessoa foi detida.
O Estado falou com um dos participantes da ação ocorrida no domingo no prédio da Bienal. "A Carol me ligou do DP e disse que o delegado falou que o crime era inafiançável e que talvez ela fosse levada para um presídio", diz Cripta, como prefere ser identificado. Ele afirmou que a pichação na Bienal foi mais um ato do Movimento Além do Bem e do Mal, iniciado em julho com ação na fachada e dependências da Faculdade de Belas Artes e depois, em setembro, na Galeria Choque Cultural. "Tudo caiu muito no Rafael (Rafael Guedes Augustaitiz, conhecido como Rafael Pixobomb ) por causa da Belas Artes (ele era aluno da faculdade e no dia da apresentação de seu trabalho de conclusão de curso levou pichadores para o ato de pichação no local). Mas esse movimento reúne muitas pessoas", afirma Cripta, de 24 anos, morador da Zona Oeste. Segundo ele, que esteve na Bienal apenas filmando a ação (o vídeo realizado não será vendido, frisa) foram convocados pichadores de gangues de toda a cidade para invadir a Bienal de São Paulo. "Semana passada foi lançado um manifesto convocando as pessoas. Muitos ficaram com medo de ir, esperávamos 100 pessoas no mínimo", diz Cripta. Ele conta que primeiro "avaliaram o terreno" durante a tarde de domingo e se reuniram das 18 às 19 horas em frente ao Detran. Entraram em pequenos grupos no prédio. "Foi tranqüilo passar pela segurança, não ser permitido entrar com bolsa era até melhor para gente, colocamos as latas na cintura", diz.
"Essa ação aconteceu mais por força da própria imprensa, que falou que a Bienal já estava esperando a gente, tentaram intimidar. Essa idéia de pichar a Bienal foi ganhando força com o tempo, com a informação de que o andar estaria vazio. Pichador gosta de desafio e não teria graça se não acontecesse no dia da abertura. Pichação é resistência, ela vai lá se apropria, não se submete a nada", afirma ainda Cripta. No piso vazio da Bienal, outro grupo, Arac, também colocou stickers no local como forma de "invasão".
Fonte:http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art267741,0.htm
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