“И жизнь хороша и жить хорошо,,
- "Tanto a vida é boa quanto viver é bom."Esse retrato, no entanto, incluiu muito pouco dos recentes escândalos, detonados em maio com as denúncias de corrupção nos Correios, já que o estudo começou a ser fechado por volta de junho, quando a crise apenas começava a envolver o PT e a ganhar maiores proporções.
Ranking
A menor nota do Brasil também fez o PaÃs perder posições no ranking deste ano. O Brasil caiu da 59ª para 62ª posição, ficando atrás de uma longa lista que inclui paÃses como Belize, Colômbia, Tailândia, Trinidad e Tobago, Cuba e Chile, entre outros.
No topo do ranking, por outro lado, está a Islândia, com nota 9,7, seguida da Finlândia (9,6), Nova Zelândia (9,6), Dinamarca (9,5), Cingapura (9,4) e Suécia (9,2).
Esses paÃses são o destaque positivo do ranking e estão no alto de um total de 42 nações com nota igual ou superior a cinco. A nota cinco é considerada pela Transparência Internacional como uma espécie de divisor de águas: nota inferior é indÃcio de sérios nÃveis de corrupção.
Corrupção crônica nos BRICs
Nessa parte inferior da lista, estão mais de cem paÃses, incluindo Brasil, Rússia, Ãndia e China, que fazem parte do que do grupo identificado pela Goldman Sachs como BRICs (sigla para os quatro paÃses).
Esse grupo de paÃses, segundo as projeções do estudo Dreaming with BRICs: The Path to 2050, elaborado por Dominic Wilson e Roopa Purushothaman, seriam grandes potências no futuro.
O grau de corrupção nesses quatro paÃses, segundo a Transparência Internacional, é alto e não dá sinais de melhora. A Rússia, por exemplo, é apontada como um destaque no Ãndice deste ano, entre os paÃses com maior queda na nota, que desceu de 2,7 para 2,4.
Na China, a percepção do problema também piorou, e a nota caiu de 3,4 para 3,2. A Ãndia foi o único paÃs do grupo a apresentar ligeira melhora. A nota passou de 2,8 para 2,9.
"Esperança"
Segundo um estudo elaborado pelo alemão Johann Graf Lambsdorff, que avalia o resultado dos paÃses analisados pela TI ao longo dos últimos dez anos, os chamados BRICs não conseguiram combater o problema.
Apesar de se revelar um problema crônico nos paÃses mais pobres, Lambsdorff mostra, em um estudo também divulgado nesta terça-feira, que mesmo paÃses em desenvolvimento conseguem enfrentar a corrupção com resultados positivos. Na última década, nações como Estônia, México, Colômbia, Bulgária e Tailândia conseguiram melhorar suas notas no ranking da Transparência. "Isso mostra que existe esperança. Nenhum paÃs está destinado à corrupção", analisa Lambsdorff.
Segundo a Transparência Internacional, paÃses desenvolvidos também sofrem com um problema, apesar de em menor escala. O estudo cita, por exemplo, o Canadá e a Irlanda como paÃses que sofreram uma piora na percepção da corrupção nos últimos anos. Na maioria dos casos, porém, corrupção e subdesenvolvimento fazem parte do mesmo quadro.
"A corrupção é uma causa importante da pobreza, bem como uma barreira para superá-la", disse o presidente da Transparência Internacional, Peter Eigen. O Ãndice de Percepção da Corrupção relaciona paÃses de acordo com o grau de corrupção entre autoridades públicas e polÃticos. Reflete a percepção de empresários, executivos e analistas de dentro e fora do paÃs avaliado.
Fonte:http://www.estadao.com.br/rss/agestado/2005/out/18/36.htm
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