“И жизнь хороша и жить хорошо,,
- "Tanto a vida é boa quanto viver é bom."A acirrada disputa entre Vilma e o senador Alves Filho (PMDB), levou a Justiça Eleitoral a requisitar tropas federais para garantir a segurança das eleições no segundo turno em 33 municípios do Rio Grande do Norte. Ao todo, 1.100 homens foram escalados para fazer patrulhamento e a proteção dos locais de votação.
O vale-tudo na disputa provocou acertos curiosos, com a formação de alianças improváveis no cenário nacional. No palanque da governadora, do PSB, sobem tanto o PSDB, representado pelo presidente estadual do partido como o PT, que faz parte da coligação.
O próprio senador Alves Filho (PMDB) tacha a aliança que o sustenta de samba do crioulo doido, por ter na coligação o PP, que apóia Lula, e o PFL, que está com Alckmin. Ele encerrou uma briga histórica ao se aliar à família Maia, do senador José Agripino (PFL).
São as famílias que disputam o poder no Estado desde os anos 70, explica o cientista político José Antônio Spinelli, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Disputa
Sem perder uma disputa eleitoral desde 1970, quando iniciou sua carreira política como deputado estadual, Garibaldi dava a impressão de que se elegeria com folga.
No lançamento das candidaturas Garibaldi registrava 23% de vantagem nas pesquisas sobre sua adversária e nas urnas a governadora eliminou a diferença terminando com uma vantagem bem apertada, de 15.013 votos, ou 49,60% dos votos válidos contra 48,57% do senador. Fato consumado, o segundo turno fez Garibaldi aumentar sua previsão de gastos em quase 50%, de R$ 4,1 milhões para R$ 6,1 milhões.
O clima de guerra na disputa também aumentou consideravelmente, daí o reforço no esquema de segurança.
Fórmula
Mais que as alianças improváveis, contribuiu para o desempenho da governadora colar sua imagem à do presidente Lula, que teve mais de 70% dos votos no Estado. A privatização foi colocada como questão central e Garibaldi passou grande parte de sua campanha justificando a venda da estatal de energia elétrica em seu governo e prometendo manter as demais estatais nas mãos do Rio Grande do Norte se eleito.
Nas últimas pesquisas, a governadora mantinha a tendência de crescimento nas intenções de voto. Seu nome é Vilma com W, mas usou na campanha Vilma para associar com o ´V´ da vitória.
Trajetória
Wilma Maria de Faria, nome de batismo, nasceu em 17 de fevereiro de 1945, na cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte. A candidata, professora universitária, tornou-se, em 2002, a primeira mulher a ser eleita governadora do RN e agora conquista o segundo mandato consecutivo.
Ela é formada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com especializações em sociologia e educação. Em 1979, tornou-se presidente do Movimento de Integração e Orientação Social. Elegeu-se deputada federal em 1986. A candidata foi eleita prefeita de Natal por duas vezes (1988 e 1996). De 1994 a 1996, foi assessora especial do então governador de Pernambuco, Miguel Arraes (PSB).
Tem uma administração é marcada por investimentos sociais e administração pela participação popular.
Fonte:http://www.estadao.com.br/ultimas/nacional/eleicoes2006/noticias/2006/out/29/359.htm?RSS
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